27.12.11 Eventos

Empresa Cidadã

  • Carolina, Rafael, Aline, Marcelo e Luciano na cerimonia de entrega
  • Selo de Empresa Cidadã Pequeno Cotolengo

No último dia 07 de dezembro às 19:30h aconteceu o 11º Prêmio Empresa Cidadã Cotolengo – 2011 e a Gestão Inteligente esteve presente a convite dos gestores e colaboradores da instituição. Este prêmio foi criado como uma forma de agradecer aos parceiros o apoio recebido para os diversos programas e projetos que contribuem na sustentabilidade do Pequeno Cotolengo. Esta condição é fundamental para que possam prosseguir com sua missão de melhoria na qualidade de vida dos seus ‘ filhos de coração’.

 

A Gestão Inteligente iniciou um projeto nesta instituição no final de 2010 com o objetivo de aumentar a sustentabilidade da mesma. Para isto está prestando assessoria, voluntariamente, para a construção de um modelo de gestão para a excelência e resultados. Este intento esta sendo alcançado por meio da transferência das melhores técnicas e práticas em gestão para o grupo de gestores da instituição. Este ano foi construído um Planejamento Estratégico, através de consultoria e treinamento, que priorizou ações no marketing e telemarketing. Nestes projetos prioritários contamos com a ajuda de parceiros externos. No Telemarketing tivemos a contribuição fundamental de profissionais do HSBC (Carolina Veiga, Marcelo Vieira e Luciano Prado) e no marketing Luis Veiga e Catarina Xavier, que orientaram a equipe do Cotolengo e os encorajaram a desenvolver melhorias no setor.

 

E o resultados já são uma realidade! Na última reunião realizada em dezembro os gestores constataram que houve um aumento de receita de 30% por colaborador comparado ao mesmo período do ano anterior. Queremos agradecer a todos os gestores e colaboradores do Pequeno Cotolengo, que sempre se envolveram muito atendendo todas as solicitações da GI. Esse envolvimento foi fundamental para o sucesso do projeto e continuará trazendo frutos para a instituição. Trabalhar com essas pessoas é uma oportunidade única de crescimento pessoal, lição de dedicação, motivação e superação!

 

Aline Valente Lobo





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14.10.11 Produtividade

Redução de perdas, uma questão histórica

  • Tear mecãnico o símbolo da produção em massa

O foco na redução de perdas está na agenda de todos os gestores que buscam melhorar a produtividade dos processos em suas organizações. De fato a preocupação em se reduzir perdas é tão importante que pode ser vista como um fio condutor da evolução histórica da indústria e das organizações.

 

A noção de perdas começou a com o economista Adam Smith no final do século XVIII, e foram aprimoradas ao longo do tempo. Frederic Taylor e Henry Ford foram os primeiros a materializarem esta preocupação com a melhor organização dos processos produtivos. Taylor entendia que, para melhorar a eficiência industrial dos EUA no início do século XX, era necessário, inicialmente, estudar as causas das perdas de materiais, as quais estariam relacionadas às ações ineficientes e mal orientadas dos homens ao lidar com os mesmos. É nesse contexto que ele desenvolveu a obra “princípios da administração científica”, onde propôs que as empresas fossem administradas com base em sistemas científicos. Este trabalho contribuiu de forma substancial para o aumento da eficiência industrial americana daquela época. As idéias de Henry Ford eram semelhantes.

 

Como Ford já dizia,“todas as vezes que se emprega mais força do que o trabalho exige, há desperdício”. Adotando os princípios preconizados por Taylor e a afirmação acima Ford desenvolveu o artifício da linha de montagem. Segundo ele, trazer o trabalho ao operador, ao invés de levar o operador ao trabalho, seria uma forma de economizar seus movimentos. Com este artifício, ele conseguiu aumentar substancialmente a produvitidade de suas fábricas, dando início à chamada era da “produção em massa”, que revolucionou a indústria no início do século XX.

 

Já no início da década de 50, com a derrota do Japão na Segunda Guerra Mundial, a montadora Toyota se viu na necessidade de alcançar, no mínimo, a produtividade obtida pelas montadoras americanas. Porém, como operava num país pequeno, que havia sido devastado pela guerra, com poucos recursos naturais e baixa demanda, perceberam que o modelo americano de “produção em massa” não lhes seria eficaz. Então a saída para alcançar maior produtividade seria “fazer mais com menos”. Assim, logo viram que precisariam eliminar toda e qualquer perda existente em seu processo produtivo. Nenhuma perda poderia ser tolerada! Com base nisso, desenvolveram o Sistema Toyota de Produção, que revolucionou a indústria, dando início à chamada era da “produção enxuta”.

 

O modelo de “produção enxuta” evoluiu e se tornou uma filosofia completa, um novo modelo de gestão. Esse modelo quebrou o paradigma até então existente, de que não seria possível produzir uma grande variedade de produtos, com rapidez, alta qualidade, alta confiabilidade e baixo custo, tudo ao mesmo tempo. Não é à toa que é reconhecido como um dos modelos de gestão mais respeitados do mundo, pelos excepcionais resultados que têm proporcionado às empresas que o adotam!

 

Perceba que um fator crítico de sucesso para se alcançar uma produção enxuta é aprender a ver as perdas existentes nos processos. Agora pense na sua organização. As pessoas percebem a importância de reduzir perdas nos processos? E elas sabem identificar quais são essas perdas?

 

Willian Giordani da Silveira





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19.09.11

Ditadores empresariais: cuidado!

  • Centralização foi poder

Após um período de 4 meses de atualização em gestão de negócios no MIT Sloan School of Management em Boston nos EUA, convivendo com as mais modernas teorias de gestão empresarial, evidenciei que teremos uma verdadeira revolução nos negócios e na forma de trabalho aqui no Brasil nos próximos anos. Você já se perguntou se o modelo de gestão e a estrutura hierárquica de sua empresa estão adequados para o futuro do seu negócio?

 

Com o boom da internet, redes sociais, educação à distância, computação na nuvem, os ditadores oraganizacionais, que exerciam o poder com base na detenção e centralização da informação, estão com os dias contados. Estamos entrando em definitivo na era da democratização dos negócios, do trabalho e do conhecimento, onde compartilhar ideias com velocidade dita o ritmo do sucesso.

 

Compartilhar não é mais uma opção, é uma obrigação para a sobrevivência. Estamos vendo a internet derrubar regimes totalitários de décadas, pois a população está cada vez mais bem informada. Gestores e dirigentes empresariais terão que adquirir a capacidade de lidar com times de colaboradores com mais conhecimento e ávidos para crescer tendo mais liberdade de atuação dentro da empresa.

 

Os reflexos desta nova realidade na área comercial são grandes, dentre eles está a necessidade de uma maior disciminação das informações comerciais. Sabemos que cada vez mais a venda B2B será mais técnica baseada em conhecimento e na solução do problema do cliente, sendo assim não é mais possível manter na empresa vendedores e gestores que escondem e não compartilham as informações e conhecimentos dos negócios. Assim como, não será admissível a falta de regras e políticas comerciais claras, desatualização do portifólio de produtos em dissonância com as necessidades do mercado e a falta de gestão profissional da área de vendas.

 

Os eventos que estão abalando ditaduras em todo o mundo passarão a fazer o mesmo derrubando dos ditadores empresariais. Aqueles não constroem equipes, que não compartilham conhecimento e não desenvolvem as pessoas, que se preocupam apenas consigo mesmo, serão desligados. E você está planejando a democratização de sua empresa?

 

André Fauth





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07.07.11 Qualidade

Planos X Solução de problemas

  • O plano bem elaborado é a ponte da solução

Como dizia Aristóteles: “bem começado, é metade feito”. Atualmente todos reconhecem a importância de se investir tempo em um bom planejamento antes de realizar qualquer ação ou estratégia. A materialização deste processo se dá na formalização e registro de um plano de ação. Este por sua vez é o detalhamento ordenado de todas as ações necessárias para atingir um resultado desejado.

 

Apesar da relevância e simplicidade, muitas pessoas têm dificuldades em construir planos consistentes. É comum encontrarmos um conjunto de ações que não garantem o atingimento do resultado desejado, e/ou que não evitam a recorrência de um problema. Isto acontece devido à dificuldade de enxergar a relação de causa e efeito entre ações e os resultados esperados.

 

Uma das ferramentas que auxilia na construção de um plano de ação é o 5W2H, que é determinado por meio da resposta às perguntas chaves contido na matriz: What? - O que?, Why? - Por que?, How? - Como?, Who? - Quem?, Where? - Onde?, When? - Quando?, How Far? - Até quando?, How Much?  - Quanto custa?. Para fazer um plano de ação que sirva como a melhor referência do que será realizado, devemos nos atentar para alguns itens.

 

Inicialmente, é fundamental determinar qual é o resultado almejado como meta. Para isso, pode-se verificar como está a situação atual do indicador pertinente e estabelecer a situação futura desejada. Assim, é possível ter uma noção clara das ações que devem ser definidas. Estas devem ser poucas e prioritárias, como uma referencia devem ter entre 3 a 5 por plano.

 

Na descrição dos elementos da matriz 5W2H alguns itens são fundamentais:

 

- Quando estamos tratando de plano para a solução de um problema é fundamental ter ações para eliminar as causas. Elas devem ser estabelecidas de forma a garantir que não ocorrerá a reincidência. Neste sentido, ações de conscientização não são suficientes.

Por exemplo: As campanhas de conscientização contra o fumo apenas aumentam a consciência das pessoas quanto aos efeitos maléficos do tabaco, mas não garante que todos parem de fumar.

 

 

- Sempre se deve estabelecer uma ação de contenção de curto prazo para que os impactos causados pelo problema sejam eliminados ou minimizados.

Exemplo: Quando existe uma goteira (problema), costuma-se colocar um balde (ação de contenção) para evitar que a água se espalhe, antes de concertar o buraco gerador da goteira.

 

- Deve-se estabelecer a maneira de comprovar a execução das ações por meio de evidências. Isto tem que estar descrito no “como” em uma das etapas na matriz, e pode ser demonstrada por meio de atas, registros, gestão visual, dentre outros.

 

- Deve-se prever a padronização das ações que foram eficazes. Isto é consumada com a elaboração de métodos ou procedimentos que perenizem a aplicação das mesmas. Este item é essencial para garantir a melhoria e a não recorrência dos problemas.

 

- O plano deve prever ações de treinamento para que as pessoas envolvidas sejam capacitadas nos novos processos e padrões estabelecidos. O registro de treinamento (ex:. lista de presença ) deve ser incluído como uma evidencia.

 

- Deve-se descrever quando a eficácia das ações vai ser verificada. Isto pode ser feito por meio da mensuração do indicador de referência para o plano de ação, que também deve ter sido medido antes da sua elaboração.

 

Seguindo minimamente estes pontos acima, com certeza, já obterá resultados mais consistentes na solução de problemas. E na sua organização, quais itens são considerados nos planos de ação?

 

Aurélio Martinski





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